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Surgido em 2015, durante o Encontro Nacional em Universidades sobre Diversidade Sexual e de Gênero (Enudsg), em Goiânia, o cursinho Prepara Trans teve sua primeira turma entre abril e novembro de 2016. A iniciativa tem como objetivo acolher pessoas trans e oferecer a elas, por meio de oficinas, palestras e aulões, uma oportunidade de ingressar no ensino superior pelo Enem e outros vestibulares. Entretanto, ainda no ano passado, os organizadores do cursinho receberam uma denúncia acusando-os de “heterofobia”.

A procuradora da República Mariane G. de Mello Oliveira recebeu a denúncia de Marcus Renato Patury. De acordo com ele, o filho de sua diarista tentou se inscrever no cursinho, mas sua inscrição foi negada porque o curso tem direcionamento para pessoas trans e travestis. A acusação é de “preconceito contra heterossexuais”.

Após receber a denúncia, a procuradora solicitou uma nota técnica. Após analisar o caso, o Grupo de Trabalho Direitos Sexuais e Reprodutivos da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão deu parecer favorável às ações produzidas pelo curso Prepara Trans. A nota técnica divulgada no dia 17 de julho toma como base o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no que diz respeito à igualdade. A nota também traz dados sobre preconceito, discriminação e violência sofrida pela população trans em nosso país. Em um deles, a ONG Transrevolução aponta que 90% das mulheres trans tem na prostituição a única fonte financeira. A explicação se dá pela discriminação das pessoas trans no mercado de trabalho. Para ver as outras pesquisas apresentadas no documento, assim como todo o seu conteúdo, basta acessar a nota técnica na íntegra aqui.

A notícia com o parecer da PFDC foi postada na página oficial do Ministério Público Federal e muitos usuários criticaram a posição do órgão, que alegou constitucionalidade nas atividades realizadas pelo cursinho. Em resposta, a página oficial do Prepara Trans lançou uma nota com alguns apontamentos sobre a decisão do MPF e também respondeu alguns comentários informando sobre a natureza do projeto. A seguir, a nota publicada pelo Prepara Trans na íntegra:

Ainda não tínhamos publicizado nada a respeito, mas agora chegou a hora.

No dia 17 de julho desse ano a Procuradoria Geral da República do Ministério Público Federal (MPF) apontou para a constitucionalidade do nosso projeto de preparatório para o ENEM direcionado à pessoas transexuais e travestis.

Mas por que isso? Em 2016 foi aberta uma denúncia alegando que um adolescente não foi aceito no cursinho. O autor da denúncia avaliou isso como “discriminação contra heterossexuais” (e cisgêneros).

Em resposta a essa denúncia, o Grupo de Trabalho de Direitos Sexuais e Reprodutivos da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão lançou a seguinte nota técnica: http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/…/nota-tecnica-pfdc-mpf-6-2017-gt…

Agora que até o Ministério Público Federal apontou que o Cursinho Prepara Trans está de acordo com a legalidade, nós gostaríamos de realizar alguns apontamentos sobre nosso trabalho (muitos deles surgiram a partir de diversos comentários na página de Facebook d0 MPF: https://www.facebook.com/MPFederal/posts/830202877127118).

1. “Apoiar esse segregacionismo com que objetivo? Vc vê q a situação está complicada qd até o mpf está tombando pra esquerda” ou ainda “Pronto, mais pessoas consideradas ” deficientes cognitivos”, pra não dizer sem inteligência ou simplesmente burros! Onde vamos parar com essa idiotice de segregar pessoas de acordo com características pessoais?! A população está sendo transformada numa ” colcha de retalhos”, cada qual se achando excluído e com mais direitos que os demais. Tática nazista: dividir para dominar…”:

Nós (e muitas/os pesquisadoras/es e ativistas) já apontamos que o segregacionismo já está posto. Nas universidades, no mercado de trabalho e nas escolas a segregação contra pessoas trans já existe. Pessoas cis não estão sendo segregadas por viverem dessa forma.

2. “Qual é a dificuldade que um trans tem de aprender como o Hétero? Precisa de um curso específico, isso sim é discriminação.”:

As dificuldades, que para muitos/as não estão visíveis, estão no fato de um/a adolescente trans, por exemplo, apanhar de outros/as adolescentes na escola, ou ser perseguida/o por um/a professor/a, não poder usar o banheiro, ser expulsa/o de casa. Educação, ao contrário do que pensam, não é apenas “capacidade cognitiva”, mas também as relações estabelecidas no espaço educativo.

3. “É só trans que se prepara pro ENEM? Não tem pessoa carente que não tem condições de pagar o estudo?”

Felizmente, a cada dia que passa, mais pessoas “carentes” estão se preparando para o ENEM. Muitas delas participam de cursinhos populares. Apenas em Goiânia e região metropolitana nós conhecemos ao menos 5 cursinhos para pessoas “carentes”. Todas as vezes que pessoas heterossexuais e cisgêneras nos procuram nós indicamos pelo menos um desses outros.

Por Rafael C. Oliveira via Revista Fórum 

Transexuais e travestis poderão ter o nome social incluído no documento de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Para isso, basta que compareçam a uma unidade de atendimento da Receita Federal e peçam a inclusão. O cadastro será feito imediatamente e o nome social passará a constar no CPF, acompanhado do nome civil.

As orientações foram divulgadas hoje (20) pela Receita Federal após a publicação de instrução normativa sobre a questão no Diário Oficial da União desta quinta-feira (20). O nome social constará dos documentos “Comprovante de Inscrição” e “Comprovante de Situação Cadastral” no CPF.

O nome social é a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica e é socialmente reconhecida.

Decreto publicado em abril do ano passado, assinado pela então presidente, Dilma Rousseff, estabelece que os órgãos e as entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, em seus atos e procedimentos, devem adotar o nome social da pessoa travesti ou transexual, de acordo com seu requerimento. O decreto estabeleceu prazo de um ano para  órgão e entidades se adequarem à norma. A instrução da Receita visa cumprir a determinação.

O decreto assegura a travestis e transexuais o direito de requerer, a qualquer momento, a inclusão de seu nome social em documentos oficiais e nos registros dos sistemas de informação, de cadastros, de programas, de serviços, de fichas, de formulários, de prontuários e congêneres dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Via Agência Brasil

Mais uma vez o mundo do rock está de luto. De acordo com o site TMZ, Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, cometeu suicídio nesta manhã de quinta-feira, dia 20, em sua casa em Los Angeles. De acordo com fontes da polícia, o corpo do cantor foi encontrado às 9h (horário local) com sinais de enforcamento. Sabe-se que o músico de 41 anos tinha um histórico de problemas com drogas e álcool, dos quais falava abertamente e que serviram de inspiração para muitas das músicas da banda que liderava ao lado de Mike Shinoda. O artista deixa seis filhos.

Em entrevista no ano passado, Chester afirmou já ter pensado em suicídio porque foi abusado quando criança, por um homem mais velho.

Chester Bennington era um amigo próximo de Chris Cornell, que também se suicidou, em maio. Coincidentemente, o vocalista do Soundgarden faria 53 anos nesta quinta-feira.

As informações são do Portal RockLine.
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A dupla Alna e Victória Fiorella é a sensação do momento no cenário musical LGBT potiguar.

Nesta quarta-feira (19) as ChubenGilrs, como assim se denominam, lançaram o single de estreia, o "Chubenrá", seguindo o gênero de new funk já consagrado localmente pelas GabrYuri e Kaya Conky.

Confira:

Foto: Reprodução/Sindibeleza
O jornalista Ancelmo Gois, em seu blog no jornal O Globo, noticiou nesta quarta-feira (19) que uma recepcionista de um salão de beleza de “madames” em Ipanema foi demitida por, simplesmente, “não ter opinião” sobre a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro.

De acordo com o jornalista, no dia em que o juiz de Curitiba divulgou a sentença, semana passada, uma das funcionárias do salão perguntou à recepcionista qual seria sua opinião sobre a decisão. A recepcionista, então, teria respondido que “não achava nada”.

Foi o suficiente para a funcionária, que tem como clientes as filhas de Eduardo Cunha, a chamar de “petista” e solicitar a demissão da mulher ao dono do estabelecimento. “Não quero ficar olhando para a cara dessa recepcionista petista”, teria dito. A recepcionista, então, teria sido demitida nesta terça-feira (18).

Via Revista Fórum com informações do jornal O Globo
Raúl Martínez/EFE
Usuários cadastrados para comprar maconha para uso recreativo esgotaram os estoques das quatro farmácias de Montevidéu registradas no Instituto de Regulamento e Controle de Cannabis do Uruguai (Ircca) nesta quarta-feira (19), o primeiro dia de vendas da substância nesses estabelecimentos.

As quatro drogarias da capital uruguaia confirmaram à Agência EFE que venderam toda a maconha que tinham. Em algumas delas, o produto acabou apenas algumas horas depois de as lojas serem abertas.

As farmácias amanheceram com longas filas formadas por pessoas que queriam comprar as duas variedades que o governo do Uruguai colocou no mercado, chamadas de Alfa I e Beta I.

Ainda que os dois tipos tenham algumas diferenças de composição, a porcentagem de psicoatividade de ambos é de 2%. As embalagens, de cinco gramas de cannabis cada, incluem uma série de recomendações e indicações para os usuários.

A aquisição em farmácias é uma das três formas para comprar maconha previstas na lei aprovada em dezembro de 2013 no Uruguai, no governo do ex-presidente José Mujica. Os uruguaios também podem cultivar a planta ou comprá-la em clubes de cultivo.

Fontes de um dos estabelecimentos não souberam informar quando os estoques de maconha serão repostos.

Via Agência Brasil

O Grupo de Estudos Gênero e Sexualidade, no Facebook, disponibiliza, desde 2008, centenas de publicações acadêmicas (livros e artigos) sobre gênero e sexualidade para download gratuito.

A página foi criada com o objetivo de agregar estudantes, docentes e demais interessados em torno da reflexão crítica sobre os estudos de gênero e sexualidade, considerados em suas dimensões políticas e reflexivas.

É possível baixar livros clássicos Michel Foucault (História da Sexualidade), Judith Bluter (Corpos que Importam) Thomas Laquer (Inventando o Sexo), Felix Guattari e Suely Rolnik (Micropolítica: Cartografias do Desejo), Heleieth Saffioti (O Poder do Macho), Sigmund Freud (Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade), entre muitos outros.
Foto: Reprodução
A página humorística “Embrulha Pra Viagem” produziu um vídeo que vem viralizando nas redes sociais desde a semana passada. Trata-se de um musical que faz uma paródia da faixa clássica “Dó-Ré-Mi”, de “A Noviça Rebelde”, em que uma atriz interpreta Marcela Temer, a esposa de Michel Temer, explicando à crianças situação do presidente e a denúncia por corrupção passiva que pesa contra ele na Câmara dos Deputados.

O roteiro e direção são de Marcelo Laham e a edição e fotografia é assinada por Philip Silveira.

As Informações são da Revista Fórum.

Confira:
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O publicitário caicoense Junior Vale, 25, está bombando na web com uma versão de "Paradinha", single da cantora Anitta lançado há um mês.

De férias em Nova York, ele aproveitou para reproduzir o clipe nas mesmas locações escolhidas pela brasileira na cidade, como um supermercado, lavanderia e a estação de metrô local.

No canal de Junior Vale no Youtube, "Paradinha: uma adaptassandra" já possui mais de 25,5 mil visualizações, e repercutiu bastante nas redes sociais e em sites especializados em música pop.

Bicha Natalense - Em que ocasião você decidiu gravar uma versão do clipe da Anitta?

Júnior Vale - Logo na primeira vez que vi o clipe veio a ideia de fazer uma versão. Não queria fazer cover, não queria fazer paródia, o que deixa tudo mais limitado. Queria só que fosse uma homenagem, tanto a Anitta quanto à vizinhança aonde foi gravado, que é um lugar super especial.

Bicha Natalense - Sua versão de "Paradinha" foi destaque em sites nacionais e em uma emissora de TV local. A própria Anitta, nas redes sociais, elogiou sua performance. Você imaginava que o vídeo iria repercutir tanto assim?

Junior Vale - Eu não imaginava. O vídeo saiu muito atrasado. Eu queria ter gravado e lançado antes, mas ninguém teve como me ajudar e eu não tinha como me filmar e aparecer no vídeo ao mesmo tempo [risos]. Então eu fiz só como uma brincadeira pros meus amigos e seguidores. Quando eu vi a repercussandra tomar um alcance maior, eu fiquei muito feliz e ainda fico me beliscando pra ver se é real mesmo [risos].

Confira:

Cleverson Oliveira dos Santos, suspeito de matar a travesti Larissa Valverde, de 24 anos, no dia 2 de julho, foi preso nesse final de semana em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Ele teria cometido o crime para roubar R$ 50 da vítima. Essa é a principal conclusão da Polícia Civil, que investiga o caso. O suspeito confessou o crime, mas negou ter roubado o dinheiro.

Em João Pessoa, diversos militantes, ativistas, amigos e conhecidos se reuniram na tarde de sábado (15), às 18h, na Praça Bela Funcionários II, para pedir Justiça para Anna Sophia, travesti de 16 anos assassinada a tiros no dia 8 de julho.

O acusado é o sargento reformado da Polícia Militar, Antônio Rêgo Sobrinho, que foi preso no dia 11, na cidade de Teixeira e admitiu o assassinato. Em depoimento, ele disse que sua “missão era acabar com homossexuais”.

Segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga associação de defesa dos homossexuais e transexuais do Brasil, o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais do mundo. Só em 2016 foram 347 mortes, o maior número desde que é feita a pesquisa, há 37 anos.

O corpo de Larissa foi encontrado no estacionamento de um supermercado em Sorriso. De acordo com o delegado André Ribeiro, ainda existe a suspeita que Cleverson tenha cometido o crime sob efeito de droga.

“Ele nega que tenha subtraído os R$ 50 da bolsa da vítima e disse que houve uma discussão entre eles. Mas ele confessou que o matou. Eles não se conheciam e ele alegou que a vítima o tinha convidado para fazer um programa, que ele teria recusado”, comentou o delegado.

A polícia não acredita na versão de que Larissa o chamou para um programa. “Ele cometia diversos furtos na cidade e, de certo, viu a vítima em uma situação de vulnerabilidade muito grande e se aproveitou dessa situação para cometer o crime”, afirmou o delegado.

Conforme a Polícia Civil, Cleverson será indiciado pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe. Ele foi encaminhado nesta segunda-feira (17) ao Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS).

O crime

Larissa foi assassinada com várias perfurações nas costas, possivelmente provocadas por uma chave de fenda, encontrada ao lado do corpo. Na época, a perícia disse que não havia sinais de que a vítima tenha tentado se defender. O assassino ainda colocou no ânus de Larissa uma embalagem que seria de desodorante. A bolsa da vítima, que fazia programas, conforme uma conhecida contou à polícia, estava vazia e jogada no chão.

Via Revista Fórum
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O americano Trystan Reese, de 34 anos, está à espera de seu primeiro filho "biológico". Casado há sete anos com Biff Chaplow, o casal de Portland, em Oregon, espera o bebê para o mês de julho. Até aí nada diferente, não fosse o fato de Trystan ser transgênero.

“Eu tive sorte. Apesar da queimação no estômago, tudo está bem”, afirmou ao jornal francês “Paris Match”. Ele não revelou o nome do bebê, um menino, que deve nascer em breve.

Trystan contou que estava no ensino médio quando iniciou a transição. Ele decidiu mudar de nome e começou a tomar hormônios. “Eu dizia que eu era um homossexual em um corpo de mulher. Eu comecei a tomar testosterona e meu corpo começou a mudar. Emocionalmente foi muito difícil, mas em seis meses eu era um homem”, afirmou.

Ele ressalta que nunca quis ter um corpo exatamente igual ao do parceiro e, por isso, não fez a cirurgia para redesignação do órgão sexual. “Eu nunca quis que o meu corpo não fosse um corpo de transexual. Eu estou bem sendo um homem que tem útero, que tem a capacidade de ter um bebê”, afirma no vídeo postado no Facebook do casal e reproduzido pela rede americana CNN.

Trystan afirma no vídeo estar satisfeito com as modificações. “Eu acho que meu corpo é impressionante. Eu sinto que é um presente ter nascido com o corpo que tinha. Eu fiz as mudanças necessárias para que eu pudesse continuar vivendo nele, através de hormônios e de outras modificações “, afirmou.

Maternidade

O casal já tem um casal de filhos, que foram adotados em 2011, porém decidiram ter um filho "biológico". Trystan afirma ainda que a aceitação da sua condição o permitiu encarar com naturalidade a gravidez. "Isso não me faz sentir menos homem. Eu só sou um homem capaz de ter um bebê e eu decidi fazer isso”, declarou.

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Trystan parou de tomar testosterona por alguns meses para preparar seu corpo. Depois de cinco meses, descobriu que estava grávido, de acordo com a CNN.

Eles contam que a equipe médica passou por treinamento para acompanhar o casal. Porém, as críticas acontecem principalmente pela internet.

“Por trás do anonimato, as pessoas se sentem empoderadas para dizer o que deveria acontecer conosco, com os nossos filhos, com a nossa família. A razão pela qual você decide ter um filho é querer ver mais amor no mundo e lembrando quão difícil será. É duro”, afirma.

Via Revista Fórum com informações do G1

O jornal italiano Il Fatto Quotidiano noticiou, esta semana, que padres do primeiro escalão da Igreja Católica foram flagrados pela polícia em uma orgia “regada a drogas” em um apartamento do prédio da Congregação para Doutrina da Fé – também chamado de Palácio do Santo Ofício – no próprio Vaticano. Este é o órgão que tem que lidar, entre outras atribuições, com os escândalos de abuso sexual de menores por membros da igreja.

De acordo com o jornal italiano, a orgia, que aconteceu no mês passado mas só veio à tona há poucos dias, deixou o Papa Francisco enfurecido. O caso foi noticiado também pelo português DN e pelo inglês The Times.

A festa foi descoberta depois que vizinhos acionaram a polícia por estranharem o movimento de contínuo “entra e sai” do apartamento. O organizador da orgia seria um assessor do Cardeal Francesco Coccopalmerio, um dos principais conselheiros do Papa Francisco. Por conta da repercussão do caso, Coccopalmerio deve ter sua aposentadoria antecipada.

O responsável pela festa teria ainda, de acordo com jornais locais, passado pelo hospital para se desintoxicar das drogas que havia consumido.

O caso acontece em meio a cada vez mais constantes denúncias de abusos sexuais cometidos por membros da igreja ou mesmo atos hipócritas diante do que pregam. O último caso antes da orgia aconteceu poucos dias antes, no mês passado, quando o chefe de finanças do Vaticano, cardeal George Pell, foi formalmente acusado de crimes sexuais.

Via Revista Fórum
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Quem já usou o metrô de Londres está familiarizado com os divertidos anúncios dos condutores, seguidos pela saudação: “senhoras e senhores”. Pois, é. Acabou.

O serviço de transportes de Londres anunciou que a equipe do Metrô vai trocar a saudação para o “olá a todos”, assim mesmo, neutro em termos de gênero. A atitude é um esforço para que todos os passageiros se sintam bem-vindos. A frase também será incorporada nos anúncios pré-gravados e nos cartazes feitos na rede de transporte.

“Revisamos a forma que usamos em anúncios e em outros lugares para garantir que tudo fique totalmente inclusivo, refletindo a grande diversidade de Londres”, disse Mark Evers, diretor de estratégia de clientes da agência.

A mudança é consequência de quase um ano de campanha dos grupos LGBT. Eles reclamavam que o idioma atual era educado, mas desatualizado. “A linguagem é extremamente importante para a comunidade lésbica, gay, bi e trans”, afirmou o grupo LGBT, Stonewall, em um comunicado. “Congratulamo-nos com os anúncios neutros em termos de gênero no metrô, pois assegurará que todos – independentemente de como se identifiquem – se sintam contemplados”.

O movimento pela adaptação da linguagem no metrô de Londres começou depois que a ativista transgênero, Aimee Challenor, teve uma experiência desconfortável com a linha de atendimento do cartão de pagamento do sistema. Depois que ela deu seu nome, a operadora do telefone disse que ela não “soava como uma dama”. Challenor disse que ficou “chocada” com o comentário e exigiu que o prefeito de Londres, Sadiq Khan, pedisse desculpas. Ele não só se desculpou, como prometeu investigar formas de aumentar a conscientização na empresa.

“As pessoas dizem que isso é uma coisa muito pequena, mas são essas pequenas coisas que podem melhorar as nossas vidas”, disse Challenor ao Evening Standard. “Londres é uma cidade em que eu amo viajar”, disse ela. “Mas esses anúncios estão errados. Estamos no século 21, e não no 19”.

O prefeito Khan disse à BBC que os locutores do metrô da cidade deveriam falar de maneira mais neutra. “A empresa serve a uma cidade vibrante, diversa e multicultural”, disse ele. “Estou ciente que alguns clientes podem não se relacionar ou se sentir à vontade com a forma como determinados anúncios das estações são feitos”.

A empresa metroviária de Londres anunciou que começou a treinar seus funcionários. Embora admita que os condutores possam errar as vezes, haverá lembretes regulares.

Nem todos, no entanto, concordam com a mudança. Um londrino postou no Facebook: “Eu fico desesperado com o nosso prefeito. Londres tem tantos problemas. Anúncios em ônibus não são um deles. Outro ainda disse: “Ridículo, o que há de errado com “senhoras e senhores!?”.

Via Revista Fórum com informações do Washington Post

O youtuber Guigo Kieras deixou de lado as abordagens engraçadas e diferentes que costuma fazer nos seus vídeos e aceitou novamente o convite do Btchs para realizar um ensaio bem sensual. Dessa vez o bonitão de 27 anos resolveu provocar seus seguidores e dispensou o uso da cueca na hora dos cliques de calça jeans.

Guigo também vestiu apenas uma sunga rosa nas fotos e o resultado dessa deliciosa experiência são imagens que demonstram muita testosterona e sensualidade. Os cliques ficaram por conta do fotógrafo Lëo Castro, feito exclusivamente para o site Btchs.

Criador do canal “Fora da Casinha”, Guigo já ultrapassou a marca de 100 mil inscritos e já foi assistido mais 2 milhões de vezes. E para comemorar essa nova fase o youtuber nos contou que está preparando uma novidade para seus fãs. “É uma grande surpresa! Estou trabalhando em novos projetos além do canal, mas só posso contar daqui a 1 mês.” revela Guigo.












A Bicha Natalense é a maior e mais antiga página de informação e entretenimento LGBT+ do Rio Grande do Norte, com mais de 23 mil seguidores no Facebook e quase 7 milhões de acessos acumulados em pouco mais de um ano em seu site.

Desde a sua estreia, em junho de 2016, já são quase 7 MILHÕES de visualizações acumuladas na BichaNatalense.com, menções em sites de grande repercussão nacional e local. O site é um desdobramento da página no Facebook, criada em 2014.

Mas para manter as produções são exigidos gastos e investimentos, e o site não dispõe de fundo para financiá-los. Sem dinheiro para investir e com falta de anunciantes e patrocinadores, estamos com sérias dificuldades de nos manter na ativa.

Através da ferramenta Vakinha, a Bicha Natalense vem à público pedir doações de qualquer valor para mantermos a qualidade de nosso conteúdo e investir em novos projetos.

Toda ajuda é bem-vinda.

Foto: Reprodução
Ela é rica, famosa e não esconde de ninguém que é apaixonada por luxo.

A socialite brasileira Val Marchiore abriu as portas do seu apartamento e mostrou tudinho em seu canal no Youtube.
Foto: Reprodução
Eterna Rainha do Bumbum e dona da internet, Gretchen ganhou destaque internacional ao estrelar o lyric video da cantora Katy Perry, "Swish Swish", lançado na segunda-feira (03).

Para aproveitar o momento de alta da cantora e dançarina, a boate Vogue Natal trará Gretchen para se apresentar neste sábado (08), a partir das 22h.

Os ingressos estão custando R$20, ou R$35 revertido em consumo até às 23h30.
Casa 1. Foto: Divulgação
Duds Falabert, de 35 anos, conta que levava uma vida de homem heterossexual casado quando descobriu a transfobia. Professora de literatura em colégios tradicionais de Belo Horizonte e sem socialização no meio LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), ela passou a temer que a busca por sua verdadeira identidade de gênero levasse ao desmoronamento de sua carreira e vida pessoal. O receio que poderia paralisá-la, no entanto, fez nascer a vontade de ajudar pessoas trans que perderam casa, empregos e oportunidades por decidir ser quem são. Ainda quando se identificava como homem, Duds fundou a Casa Transvest, que começou como curso pré-vestibular no ano passado e há três meses acolhe transexuais desabrigados. Hoje (28), no Dia Internacional do Orgulho LGBT, histórias como a de Duds ilustram a luta pelo respeito à diversidade.

"Tinha todos os privilégios do homem cisgênero e heterossexual, e usei isso a favor do projeto", conta ela. A pessoa cisgênero é aquela que concorda com o gênero com que foi identificada ao nascer.

Aos 35 anos, a professora que começou ensinando e acolhendo acabou aprendendo e sendo acolhida pelos amigos que criou no projeto. "Não tive uma socialização gay antes, porque enquanto homem, era heterossexual. Esse foi um dos motivos que postergou minha decisão, porque a gente costuma acoplar gênero a orientação sexual, e eu sabia que não era gay. Quando consegui dissociar isso, descobri que minha questão era de gênero."

A Casa Transvest ainda funciona em caráter experimental e abriga sete pessoas, mas a ideia é ampliar para até 40 no fim do ano. A procura por vagas é alta, e Duds conta que já deu para perceber as mudanças que o acolhimento proporciona: "A primeira é o empoderamento da identidade trans. É a pessoa começar a sentir orgulho da sua identidade. E eu percebo que há também uma desconstrução da violência que elas traziam em si. No começo, a gente percebia muita violência nos atos e nas palavras, mas como a gente oferece afeto e educação, isso se transforma."

Em comum, as hóspedes trazem as marcas de terem sido expulsas de casa ainda na adolescência: não terminaram o ensino fundamental e não conseguiam trabalho. Por isso, estudar no projeto é uma condição para a estadia na Casa Transvest. "Quando são expulsas nessa condição, elas entram nessa vulnerabilidade toda. A escola é transfóbica, as empresas não abrem espaço, a família expulsa porque é transfóbica também, e elas não conseguem acolhimento do Estado", conta ele. "Por não reconhecer que mulheres trans e travestis são mulheres, o Estado coloca no abrigo masculino. E lá elas são violentadas, estupradas."

O projeto mineiro se inspirou em uma iniciativa semelhante no Rio de Janeiro, a Casa Nem, que já chegou a abrigar mais de 60 pessoas LGBT ao mesmo tempo. Com ações educacionais e profissionalizantes, o abrigo sobrevive com doações e a renda de eventos, e busca agora se expandir para áreas periféricas da região metropolitana. Há dois meses, 12 pessoas estão abrigadas na Casa Nem da Baixada Fluminense, em Mesquita. A idealizadora do projeto, Indianara Siqueira, conta que uma nova casa deve ser aberta na zona oeste.

"Temos desde pessoas expulsas de casa pela família até pessoas vindas de vários locais do Brasil. Outras são pessoas que perderam seu emprego no momento que iniciaram a transição [de gênero]. Temos histórias felizes, de pessoas que vieram e depois a família veio buscar. E temos histórias tristes, de pessoas que nos procuraram para morrer”, lembra.

Com 30 pessoas abrigadas, outra ideia é fazer um atendimento especializado a mulheres em situação de violência, sejam elas LGBTs ou não. "Para isso, precisamos de parcerias", adianta ela, que já recebeu contato de ativistas do Chile e da Argentina, interessados no modelo da Casa Nem.

Iniciativa privada e governo

Fundador da Casa 1, que acolhe LGBTs em São Paulo, o ativista Iran Giusti conseguiu doadores fixos e o apoio de grandes marcas para o projeto. "A gente quer cada vez mais relacionamento com mais marcas, especialmente marcas interessadas em financiar mudanças estruturais mesmo" diz ele. "Estamos engatinhando, e as empresas estão começando a engatinhar também."

Para o fundador da Casa 1, não se pode perder de vista que o governo precisa acolher a população LGBT em situação de vulnerabilidade. "A gente coloca muito na conta da estrutura familiar a questão da LGBTfobia, mas vai muito além disso. É só uma parte do processo. O Estado não dá conta dessa estrutura." 

A Casa 1 abriga, por até três meses, LGBTs expulsos de casa e, desde janeiro, 34 pessoas passaram por lá. A capacidade máxima é de 20 vagas, e 14 estão atualmente ocupadas. Iran Giusti acredita que mais vivência e empatia nasce da troca de experiências entre diferentes membros da comunidade LGBT. Além da convivência, os abrigados participam de atividades culturais abertas ao restante da sociedade, como laboratórios de criação, aula de dança e curso de idiomas.

Abrigo Cristão LGBT

A Casa Nem, a Casa 1 e a Casa Transvest começaram nos últimos dois anos um acolhimento que já existe há sete anos no Paraná, no Projeto Camargo Casa de Missão Amor Gratuito, fundado pelo reverendo Célio Camargo, em Maringá. Paula Warmling, de 29 anos, coordena o espaço, e sua própria busca por viver sua identidade de gênero se confunde com os sete anos de voluntariado.

"Na época que eu cheguei, eu ainda era o Paulo e não conseguia me aceitar como a Paula, uma mulher trans. Foi com o reverendo que comecei a me aceitar, graças a ele, que me aceitou e já tinha uma visão mais ampla sobre transexulidade. Eu sabia que eu era algo além, porque não sabia quem eu era", diz a voluntária, que já tinha sido aceita pela família quando se identificava como um homem homossexual, mas viu as barreiras aumentarem quando se declarou mulher trans. "Minha mãe não aceitava, mas depois de muita luta consegui que vissem que sou mulher. Hoje, me amam e me aceitam."

A Casa de Missão funciona como um projeto ecumênico da Igreja Cristã Metropolitana e conta com doações da Igreja Católica em Maringá. Para entrar, porém, não é exigida qualquer conversão religiosa. Além de voluntária, Paula é pastora. "O modo com que as igrejas fundamentalistas pregam, que é pecado, faz a comunidade LGBT ter um trauma das igrejas", diz ela, que defende que a mensagem do cristianismo é o amor.

O que ameaça a Casa de Missão no momento é a falta de recursos, e, pela primeira vez em sete anos, o abrigo passou um mês fechado no primeiro semestre de 2017. "Precisamos de doações de produtos de limpeza, higiene pessoal, recebemos cestas básicas. Mas o que a gente mais precisa no momento é a parte financeira. Se não tiver o financeiro, tudo fecha. Temos contas atrasadas e precisamos de ajuda".

Cisgênero x transgênero

Cisgênero é a pessoa que concorda com o gênero com que foi identificada ao nascer e, por isso, não precisa fazer a transição para outra identidade de gênero ao longo da vida. Exemplo: seus pais o registraram como menino e, durante toda a sua vida, ele concordou que era de fato do gênero masculino.

Tanto cisgênero quanto transgênero são adjetivos que identificam o gênero de uma pessoa – se ela se identifica como masculina, feminina ou um pouco dos dois. Já homossexual, heterossexual e bissexual dizem respeito apenas à orientação sexual e afetiva – por qual gênero a pessoa se sente atraída.

Uma mulher pode, por exemplo, ser transgênero e homossexual (se identifica como mulher e se interessa por mulheres), transgênero e bissexual (se identifica como mulher e se interessa por homens e mulheres) ou transgênero e heterossexual (se identifica como mulher e se interessa por homens).

Via Agência Brasil

Muhadh Ishmael, de 17 anos, nasceu com genitálias de ambos os sexos e, apesar dos seios que surgiram na puberdade, se identificava com o gênero masculino. A intersexualidade do adolescente queniano gerou tamanho ódio em seus pais que eles contrataram homens que mutilaram seu órgão masculino e o abandonaram em uma estrada. Ele morreu dias depois, sozinho, em um hospital de Melinde, no Norte do Quênia. Essa trágica história só chegou a ser contada por causa de um jornalista queninano que, com o uso de um pseudônimo, a publicou no site Erasing 76 Crimes ou Apagando 76 Crimes, em tradução livre para o português. Mesmo assinando Joe Odero, ele pagou um preço alto por fazer a denúncia: foi descoberto, teve familiares mortos e hoje precisa se esconder para continuar vivo.

Mantida por um jornalista americano que vive na Califórnia, a página Erasing 76 Crimes conta histórias de violação aos direitos humanos nos países onde leis preveem até mesmo a pena de morte contra homossexuais. Branco, cristão, heterossexual e casado, Colin Stewart se dedica profissionalmente a denunciar crimes que ocorrem a oceanos de distância de sua casa e contra pessoas muito diferentes dele: LGBTIs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais) dos 72 países onde ainda é crime ter relações consensuais com pessoas do mesmo sexo – a maior parte deles de maioria islâmica, na África e no Oriente Médio. Hoje (28), no Dia Internacional do Orgulho LGBT, histórias como a desses jornalistas ilustram a luta pelo respeito à diversidade.

Sua equipe conta com oito pessoas, e as reportagens sobre violações aos direitos humanos da população LGBT são publicadas em inglês e francês. Os colaboradores escrevem os textos de países como Quênia, Nigéria e Jamaica, e, como Joe Odero, parte deles precisa usar pseudônimos para se proteger de ameaças de morte. Mesmo assim, em 2013, Eric Lembembe, de Camarões, foi assassinado após uma série de postagens para o site.

O envolvimento do americano com a causa LGBT começou na época em que buscava arrecadar dinheiro para ativistas africanos viajarem para os Estados Unidos, em 2012, para participar de uma conferência internacional sobre aids. "[Os ativistas iriam] expor que leis anti-LGBTIs tornam impossível derrotar a pandemia de aids, porque LGBTIs estigmatizados são excluídos de receber atendimento e informações sobre saúde. Nesse processo, eu me tornei amigo de ativistas de Uganda, Quênia, Camarões, Zimbabue, Malawi, Jamaica, Nigéria e mais. Essas relações foram a base do blog.

Pena de morte

O objetivo de "apagar" as leis que criminalizam relações homoafetivas ainda está longe de ser conquistado. Segundo a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga), enquanto 47 países reconhecem uniões ou casamentos entre pessoas do mesmo sexo, 72 criminalizam esses relacionamentos. Um total de 13 países ainda preveem pena de morte para LGBTs. Irã, Arábia Saudita, Sudão, Iraque, Iêmem, partes da Nigéria e da Somália continuam a aplicar essas penas.

Colin Stewart, do site Erasing 76 Crimes, que denuncia abusos cometidos contra LGBTs onde a homossexualidade é crime. Foto: Arquivo pessoal
Nesse cenário, Colin Stewart vê influência de religiosos ocidentais em novas leis LGBTfóbicas na África e alerta para novas formas de perseguição, como as recentes leis americanas que permitem discriminação contra pessoas LGBT se a justificativa for convicção religiosa.

Leia os principais trechos da entrevista de Colin Stewart à Agência Brasil:

Agência Brasil: Em quais desses países você vê mais possibilidades de mudança nas leis anti-LGBTs?

Colin Stewart: Prever essas mudanças é difícil e impossível de fazer com precisão, mas eu diria que a mudança virá primeiro em países onde já existem leis sendo debatidas atualmente (Guiana, Tunísia e Jamaica, por exemplo), onde há ações judiciais tentando derrubá-las (Jamaica e Malawi), onde tribunais já decidiram contra leis anti-LGBTs nacionais (Líbano) ou onde há relações mais próximas com os Estados Unidos ou a Europa Ocidental (antigas colônias britânicas do Caribe).

Agência Brasil: Qual é a melhor forma de derrubar essas leis em países onde ainda há parlamentares e uma população majoritariamente homofóbicos?

Stewart: Tribunais podem derrubar leis que violam os direitos humanos. Legisladores são menos inclinados a fazer isso, porque se preocupam em perder o apoio de eleitores homofóbicos.

Agência Brasil: Seu site tem escritores que usam pseudônimos. Quais riscos enfrentam nos países de origem?

Stewart: Aqueles que escrevem com pseudônimos no blog têm histórias importantes a contar. Suas sociedades são violentamente homofóbicas, e a maioria precisa de mudança, que talvez possa ficar mais próxima ao se jogar luz sobre os horrores que ocorrem no silêncio homofóbico. Eles correm o risco de serem mortos se suas identidades forem conhecidas. Em Camarões, o jornalista/ativista gay Eric Lembembe escreveu muitas reportagens para o Erasing 76 Crimes antes de ser assassinado em 2013. No Quênia, o jornalista/ativista gay Joe Odero (pseudônimo) foi perseguido e quase morto depois de ter entrevistado um adolescente intersexual que depois morreu pelos ferimentos causados por seus familiares. Joe precisou de um transplante de rim para sobreviver; seu irmão foi morto e sua irmã foi estuprada pelos homens que o perseguem.

Agência Brasil: Você tem alguma história pessoal de perseguição ou de violência nesses países?

Stewart: Pessoalmente, eu nunca fui submetido a perseguição ou violência nesses países. Minha experiência pessoal com a violência de lá, antes de tudo, é meu luto pelo assassinato do jornalista e amigo Eric Lembembe em Camarões. Mais recentemente, eu tenho gastado muito tempo e dinheiro tentando manter Joe Odero e sua família vivos no Quênia. Joe e eu estamos trabalhando em um livro para contar essa história em detalhes.

Agência Brasil: A população trans nesses países sofre com perseguição ainda maior? Há leis específicas contra eles?

Stewart: Em muitos desses 76 países, sequer há diferença entre pessoas trans e pessoas LGB; eles são discriminados da mesma forma. Historicamente, alguns países do Sul da Ásia (Índia, Bangladesh e Malásia, por exemplo), demonstram mais consciência sobre a população trans, mas ainda não os tratam devidamente. Diferentemente das leis anti-trans proibindo o uso de banheiros nos Estados Unidos, não conheço leis específicas que retiram direitos de pessoas trans nesses países, mas é preciso incluir como leis anti-trans as muitas leis cruéis que impedem as pessoas trans de viverem suas vidas plenamente no gênero com que se identificam.

Agência Brasil: Você tem alguma avaliação específica sobre a América Latina e o Brasil?

Stewart: Com algumas exceções, nenhum país da América Latina tem leis específicas contra relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo, e, por isso, a região não é parte da cobertura regular do Erasing 76 Crimes. Mas muitas sociedades latino-americanas são homofóbicas, e às vezes violentamente homofóbicas. Eu publiquei uma contagem de pessoas LGBTIs que são mortas em crimes de ódio, mas os crimes acontecem com tanta frequência que não é possível manter a lista atualizada. Infelizmente, LGBTI brasileiros assassinados são grande parte da lista. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos documentou 770 assassinatos e ataques seriamente violentos a LGBTs entre janeiro de 2013 e 31 de março de 2014 na América Latina, incluindo 594 assassinatos por ódio a LGBTI no Brasil.

Agência Brasil: Quais são as maiores ameaças à população LGBT nas Américas e Europa atualmente?

Stewart: De modo geral, pessoas trans negras têm mais chances de serem assassinadas. Como a GLAAD [Aliança de Gays e Lésbicas Contra a Difamação] noticiou ano passado: 2016 ultrapassou 2015 como o ano mais mortal de que se tem notícia contra pessoas trans nos Estados Unidos. Em 2015, 21 mulheres trans foram mortas nos EUA, e quase todas eram negras.

Agência Brasil: Leis como as leis de liberdade religiosa nos Estados Unidos e a lei contra a propaganda LGBT na Rússia são novas ameaças à população LGBT?

Stewart: Sim, são uma nova geração de leis anti-LGBT. Elas estabelecem "tradição" e "religião" como justificativas para que a discriminação LGBT e a violência possam acontecer.


Foto: Reprodução
O pastor Juan Mariano Avalos Sanabria, nesta semana, gravou e postou vídeo em que pega o brinquedo “hand spinner” e demonstra, segundo ele, que ao usá-lo as crianças fazem gestos “satânicos” e demoníacos.

“Quando brincam, não se dão conta de que estão levantando os dedos como chifres ou fazem o ‘666’, claramente evocando o inimigo”, disse Juan Mariano à imprensa do Paraguai. A “revelação” teria ocorrido quando viu sua filha de 7 anos fazendo o “sinal do diabo” com as mãos enquanto brincava com o spinner.

O pastor pertence à Congregação Pentecostal dos Primeiros Cristãos, em Canindeyú, cidade que  faz fronteira com o Mato Grosso do Sul.

O post já mais de 300 mil visualizações e milhares de compartilhamentos. Assista:
Foto: Reprodução
O programa “El Interruptor”, do canal chileno Via X, mostrou que não tolera homofobia e fez um pastor evangélico se retirar do estúdio em uma transmissão ao vivo na última edição. O vídeo que mostra o pastor pisando em uma bandeira do movimento LGBT viralizou nas redes sociais ao longo da semana.

Javier Soto, conhecido por suas posições polêmicas, foi o convidado do programa conduzido por José Miguel Villouta, que é homossexual. No meio da entrevista, Javier abriu uma bandeira do movimento LGBT, atirou ao chão e começou a pisar.

“Eu sou homossexual, esse é meu programa, e pra mim isso parece uma falta de respeito”, disse Villouta ao pastor, que se negou a parar com o gesto agressivo.

A diretora do programa, então, entrou no estúdio ao vivo e pediu, mais uma vez, para o pastor parar de pisar na bandeira.

“Te convidamos com todo o carinho, para mim parece ofensivo o que está fazendo. Assim, queremos pedir que, se vai continuar conosco, que respeite nossa casa”. Na sequência, o pastor pega a bandeira e se retira do programa.

Via Revista Fórum

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