NY Post detona Katy Perry por ativismo em 'Chained to the Rhythm'

By | 16:29 Comente
O jornal estadunidense New York Post, de ampla circulação principalmente na região de Nova York, detonou a nova fase da cantora Katy Perry pelo ativismo em "Chained to the Rhythm", música que ela intitulou de "pop com propósito".

Veja a publicação na íntegra:

Adivinhe só – tem algo mais sem graça que as músicas pop de Katy Perry: músicas de protesto de Katy Perry.

Desculpe ser desagradável. Katy Perry é uma super estrela pop, mas como compositora ela não é uma Bob Dylan… (Uma das pontes dos seus hits é “Boom, boom, boom / Even brighter than the moon, moon, moon / It’s always been inside of you, you, you / And now it’s time to let it through.”)

Agora, entretanto, ela quer falar sobre algo importante. “Nós iremos chamar essa era de Pop Proposital”, ela tuitou dia 10 de fevereiro, dia do lançamento do seu single “Chained to the Rhythm”. O lançamento nesse “novo gênero” mostra que Katy Perry não sabe nada sobre fazer música como forma de protesto.

“Chained”, uma resposta a vitória de Donald Trump, é uma tentativa clara de escrever um hino sobre despertar.

O que há de errado com isso? Bem, artisticamente, tudo – mas isso é uma questão de gosto. O real problema é que a a versão militante de Katy Perry sugere uma solução besta para um problema não definido.

Qual a intenção do pop-intencionado dela? Trabalhar sua ressaca da eleição, aparentemente. Sua sugestão de solução em Chained to the Rhythmn parece ser “evitar de ser perder com música boa”. E eu não acho que esse seja um risco para os ouvintes de Katy Perry.

[…]

E ainda há outro problema para Katy Perry: seu pop militante sem objetivo será eclipsado por outros artistas de esquerda. A Tribe Called Quest, lendária banda de hip hop, também se apresentaram no Grammy deste ano (assim como Perry). Sua música também é anti-Trump, mas com letras afrontosas, uma paixão hipnotizante e uma presença de palco que roubou a cena.

Existe uma substantividade para a preocupação sobre o Black Lives Matters que o ‘mal estar’ de Perry não encaixa, e uma consideração com a raiva contra o vazio espiritual techno-utopica consumista de Bouncing Souls que Perry não oferece. Ela deveria gastar menos tempo cantando e mais tempo escutando.


Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários: