Chechênia inaugura primeiro centro de tortura para gays e choca comunidade internacional

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Por Lucas Fernandes

O primeiro trimestre de 2017 foi marcado pela violência brutal à comunidade LGBT na República da Chechênia, no sul da Rússia. No entanto, somente nas últimas semanas o mundo ocidental tomou conhecimento, de maneira mais clara, sobre os atos de tortura e assassinatos a gays em território checheno. 


Em entrevista à BBC Internacional, a jornalista russa Elena Milashina mencionou a existência de, pelo menos, quatro prisões secretas nos arredores de Grósnia, capital chechena, onde centenas de gays foram presos, espancados, torturados e assassinados por policiais e por integrantes de grupos extremistas. Para muitos, tais prisões seriam como “campos de concentração para homossexuais”.

Milashina é repórter do jornal russo de oposição, Novaya Gazeta, e foi a primeira jornalista a reportar a crescente onda de ataques a pessoas homoafetivas na Chechênia no presente ano.

CONSERVADORISMO 

A República da Chechênia tem sua população formada, majoritariamente, por muçulmanos conservadores e homofóbicos, e a perseguição aos gays na região não se trata de algo recente, mas de um problema com raízes mais profundas e complexas.

Apesar das denúncias às atrocidades cometidas em solo checheno, dos relatos de sobreviventes de tais “campos de concentração para homossexuais”, e da pressão internacional para que o governo russo tome providências contra tamanha violência e intolerância, o porta-voz do governador da república chechena afirma que tais informações se tratam de mentiras e que não existe população LGBT na região, e de semelhante modo, o governo russo tem se omitido diante de tamanho problema.  

O número de gays torturados, espancados e mortos não pode ser oficialmente estimado, já que a própria polícia oculta os casos de homicídio, e os sobreviventes – por questões de segurança – preferem o anonimato.
Estima-se que ondas de violência a minorias sexuais (como a que atinge a Chechênia) passaram a ser mais recorrentes na Rússia com a aprovação da lei nacional de 2013 que proíbe a “propaganda gay” no país.  

AJUDE A PRESSIONAR O GOVERNO RUSSO

Em resposta aos recentes acontecimentos na Chechênia, a comunidade internacional de mobilização online “Avaaz” organizou uma petição para que as autoridades russas acabem com os centros de tortura para gays. 

A ideia é que mais de um milhão de assinaturas formalizem a petição, por isso, nossa assinatura pode fazer a diferença nessa causa. Não deixemos tamanho crime ser encoberto!

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