Universidade de Chicago cria o primeiro curso de graduação em maconha

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A Universidade do Norte de Michigan (NMU, em sua sigla em inglês) criou uma carreira de quatro anos sobre o estudo da maconha, seus usos e seus efeitos.

“Química de plantas medicinais” é o nome oficial da graduação que começou em agosto passado. Embora outras universidades como Harvard, a Universidade de Denver, a de Vanderbilt e a de Ohio ofereçam cursos em política e direito sobre a maconha, o programa oferecido pela universidade pública NMU é o primeiro a se concentrar em todos os aspectos desta planta. O currículo inclui disciplinas das áreas de química, biologia, botânica, horticultura, marketing e finanças.

“Sabemos que nos EUA e em muitos países os remédios tradicionais à base de plantas são muito utilizados, como os suplementos de ervas e os extratos”, diz Marc Paulsen, diretor do Departamento de Química. Os alunos irão estudar não só os benefícios da cannabis, também aprenderão a usar uma grande variedade de plantas medicinais.

“Ouvi pela primeira vez sobre este novo programa no semestre passado e imediatamente me uni ao projeto”, diz Benjamin Ritter, estudante de 19 anos. O jovem estudante espera se tornar produtor dessa planta para produzir remédio de alta qualidade e ajudar os pacientes que precisam, como sua mãe, que sofre de esclerose múltipla. O canabidiol presente na maconha poderia ajudar a controlar a espasticidade e dores musculares.

Os dois princípios ativos da cannabis com fins terapêuticos são o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). No caso do câncer, a planta ajuda a controlar as náuseas causadas pela quimioterapia e também tem sido usada para aumentar o apetite em doentes terminais de câncer ou de AIDS.

A indústria da cannabis promete. Os lucros gerados em Michigan estão estimados em mais de 700 milhões de dólares. Enquanto que em 2016 a venda legal gerou 6,8 bilhões de dólares, para 2021 deverá crescer para 21,6 bilhões, de acordo com a empresa ArcView Market Research, que investiga a indústria da maconha.

Via Revista Fórum com informações do El País
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